Who´s that girl?

Dormi muito ou o mundo está do avesso.

Mallu Magalhães ficou linda, largou a demência, está dando entrevistas falando fluentemente e com voz de serumano, cantando sem querer/querendo e encantando.

O clip também tá lindo.

A culpa é sua, Camelo?

Well done. You´re doing right.

Recap Festival de Verão – Dia 1 (and only)

Eu sou tosco e ainda me arrisco na vida e por isso encarei em pleno meio de semana uma festa de 9h+tráfego+suadeira+retrovisor deslocado (3ª vez em 7 dias e a culpa não foi minha).

Minhas inúteis colocações sobre o 1º dia do Festival de Verão Salvador, a mãe Dinah do que vem daqui a menos de 20 dias para a cidade.

Let´s gongo!

1. Cintura alta, cuco e cultura juvenil

No fundo eu queria definir o dia em poucas palavras mas não ‘cabeu’. Tentei nos 5 primeiros minutos fazer uma leitura e foi essa: saia de cintura alta pra mim é tão 1990 mas foi ítem obrigatório nas composições femininas. Os rapazinhos foram mais legais e não apareceram com saruel-pampers que tinha dominado a última edição da festa. Também me admirei com o número de pessoas que cansadas do estigma de nunca se movimentarem nas festas desenvolveram a dança do relógio cuco e garantiram a interação com a galera em qualquer ritmo, #soudesses. Festival entra para o quadro das atividades juvenis juntamente com passeio ao shopping sábado de tarde, campeonato de cusparada na escada da escola e postagem de memes e tarôs no FB. Tinha teen até no lounge da 3ª idade. Dominação total. Não vou começar a comentar as cantadas porque tá começando a me subir um hugggg (/balde).

2. Samambaias e o seu lugar

Eu tive dó do Jorge&Mateus e do James Blunt. Não atingiram nem meia arena de público. Assisti 10 min de cada um por caridade mas prendi a respiração e audição temendo efeitos irreversíveis, tipo voltar pra casa assoviando Ice euti pegu.

3. Alternativos sambam na cara do palco principal

Enquanto James Blunt gemia e Cláudia Leitte exibia sua bela figura (depois eu falo dela, calma) PABLO DO ARROCHA superlotava e levantava todas as massas num palco cheio de gente vestida de vermelho. Insanidade. Não sabia que o cara tinha tanto carisma. Galera cantava tudo, dançava e emulava aquela vozinha que saia de um baixinho quaseoversize espremido numa calça skinny 16 anos. Vou baixar.

baby baby baby socorro ~ÍDALO

Ao mesmo tempo Wander Lee embalava casais cantando numa arena e enchendo a minha mente de mágoa de ver um cara que não conseguiu comprar beleza mas que só tem música de “experiências românticas e desromânticas altamente pessoais”. O sol brilha pra todos, amém?

4. Leitte e os salvadores do palco

tô linda, sou beyonça

Minha querida Kal tinha dito que o ballet da negalora era o motivo de atenção desmedida.

É.

Apenas isso. De resto o show é aquilo… ela lindinha, tecnicamente perfeito, vocalmente desastroso e enfim…. tenho medo de vudu. Agora sou miguxo de dono de fã clube da loura e tenho medo de morrê.

5. Banda Eva

Inri, é você?

O único bom motivo da noite me fez encarar o gargarejo, encher minha lente de poeira a cada pedido de ‘vamopulá’, atestar que Circulou vai sair com vantagem na fila dos hits de fevereiro e encucar com aquele look meio árabe, meio gandhi, meio… larga mão.

Menção honrosa para a tenda eletrônica que agora está climatizada, super iluminada e com área que mimetiza as estufas de mutação, criando uma dança que mistura batchicabellon, arrocha, dança do relógio cuco e crises anafiláticas. As minhas resenhas internas e pessoais aconteceram e morram lá… stays in Vegas.

um jeito michael jackson que estranho LORD/Magary

 

#eu.vi Capitães Da Areia

Primeira impressão: É muita história para pouco filme.

Tá tudo ali: a rua, os dilemas da adolescência, a cultura baiana, a orfandade e uma boa trilha do Carlinhos Brown.

Espero que surjam novas (e boas) homenagens pelos 100 anos de história de Jorge Amado.

temporão

Eu não diria que sou ‘atrasado’ mas costumo gostar de algumas coisas bem depois que passou a modinha.

Ontem rolou fight no twinto porque mencionei a corrida pelo ouro pelos ingressos da turnê comemorativa de 10 anos dos Los Hermanos e da minha pressa por conseguir o ticket dourado do woompa-loompa.

Gosto é que nem unha, mia gnt!

Eu estava em São Paulo em janeiro/2000 e no quarto de um ex-futuro-cunhado eu ouvi pela primeira vez Primavera, a substituta e candidata a destronar Ana Júlia.

Passou batido. O som era meio estranho e na época eu ainda tinha resquícios de músicas da Disney na minha personalidade.

O tempo passou. Passou muito tempo de verdade.

Uma conhecida, que não menciono nome por amor à minha própria vida, travou romance de anos embalado pelos barbudos com pencas de letras escritas em tudo quanto era papel. E eu nem tchum.

A banda se desfez e finalmente comecei a ouvir.

E amar.

Já não tinha banda, já não tinha show e só me restavam as coletâneas e os dvd´s de arquivo. Perdi um dos dois shows que os caras fizeram em Salvador num reencontro cometa halley. Preferi o som domingueiro do axé.

Agora estão aí.

E o meu ingresso está na mão.

\o/

Leiam o blog Instante Posterior do Bruno Medina, tecladista da banda. Ouçam o Rodrigo cantando na Orquestra Imperial e no Little Joy. Reflitam na melancolia-alegre e barbuda do Marcelo Camelo no álbum Toque Dela.

Comentando a RS JAN/2012

Pra não perder o hábito, minhas observações randômicas da edição deste mês da Rolling Stone Brasil.

1. Carolina Dieckmann tá linda. O ensaio feito pelo Mauricio Nahas tá bacana apesar de preferir as fotos que só ficaram disponíveis na edição via ipad. Contudo, ela continua sendo personagem dela mesma e pensar na chatice é inevitável enquanto se lê a matéria com a estrela da capa. Nasce de novo, fia, que tudo se resolve.

2. Me bate uma melancolia de saber que Paula Brega Fernandes e Adele salvaram as gravadoras e estouraram o mercado fonográfico em 2011. O fim do mundo não quis esperar 2012.

3. Desta vez, atrasaram a retrospectiva e usaram a 1ª edição do novo ano pra relembrar o “ano do pop”, como 2011 foi classificado. Festivais, idas, vinda e separações definitivas, “dominação caipira” (Teló e Paula Brega, não… não vou comentar), virais e elogios ao cinema nacional.

4. As listas anuais de melhores álbuns

Vou transcrever o ranking nacional e guardem as pedradas para a revista. Eu discordo de tudo MESMO.

1º Nó na Orelha / Criolo  (o rap nunca me conquistou)

2º Doozicabra e a Revolução Silenciosa / Emicida (putz, next!)

3º Pitanga / Mallu ex-Magalhães (zzzzzzzzz)

4º Sonhando Devagar / Kassin (um produtor excelente, um cd incompreensível)

5º Chico / Chico Buarque (as críticas sobre ‘zona de conforto’ ao álbum novo da Marisa Monte cairiam como luva neste caso também)

Na lista, e com o meu aval de entendi em P.N tem Marcelo Camelo e CSS).

Adele logicamente tá no topo do ranking gringo com o ’21′. Eu até gostava dela até ouvir uma versão em forró de Someone like You. #morri

5. As listas anuais de melhores músicas

Tem Criolo no topo com aquela música sore SP seguido por GABY AMARANTOS S2!!!! Eu adoro ‘Xirley’!. Camelo, Mallu, Emicida, Gal, Lenine, Marisa Monte, Wado, Pitty e seu Agridoce, Buhr e CSS também aparecem.

Na lista gringa tem Adele e”roolando” into deep, Forter and the Peopl (!), Lana Del Rey (oi?), Strokes, Beyonce (na música do 5,4,3,2,1) e até Lady Gaga com seu Born This Way.

6. Deram 3 estrelas pra Maria Gadu que depois de 3 cd´s com as mesmas músicas tá fazendo a Norah Jones brazuca. Desta vez ela canta em inglês, espanhol e língua de índio.

7. Deram 2,5 para o cd póstumo da Amy (S2). Depois de ler a análise do Paulo Terron tive que concordar que o álbum tá uma colagem bagunçada. Uma pena.

 

#euvi 50/50

O filme do dia é 50/50 nomeado em duas categorias para o Globo de Ouro.   A estrela do filme é o Joseph Gordon-Lewitt, que está em um dos meus filmes preferidos da vida (500 days of Summer) e que interpreta o cara que tem um câncer maligno cuja possibilidade de cura é de 50%.

Amizade, relacionamentos com família, com namoradas e com trabalho compõem o bg da história que é uma adaptação do livro americano I´m With Cancer.

Bom filme para a domingueira.

 

conquistável

Entrei em uma fervorosa batalha de argumentos com um dos meus grandes amigos na semana passada e o centro da conversa é a minha total falta de vontade de conquistar alguém.

Eu sou do tipo conquistável.

Antes que a galera que vê tese em meia linha vou avisando: não estou falando de amores (mas a constatação também se aplica). Sou um tipinho complicado e por vontade divina não sou perfeitinho também.

Acho meio bonito quem se empenha, é bom de sala, fala de mecânica espacial até moda íntima das coreanas, tem vários sorrisos com entonações de risadas diferentes para cada um, sabe conquistar.

Eu sou desses só que ao contrário.

Por hora é só isso que eu tenho pra dizer.

câmbio.

The Overtones

Sim, eles são Boy band.

Não. Eles não são jerks fazendo cara de dó e cantando musiquinha de mágoa.

Ouvi The Overtones na segunda-feira pós Réveillon e não fazia ideia de que estão na estrada há pouco mais de um ano. O som é bom, doo-woop anos 50 com arranjos vocais para 5 vozes e eventual acapella ou simulação de contra-baixo com a boca.

O look também tem pegada vintage/sorveteria e os clips sempre carregam nos filtros amarelados ou envelhecidos, solares, casa de Barbie, San Marino, festa de cassino.

Eu curti.

Dá pra ver alguns clips e ‘live’ deles no canal dos caras no Youtube.

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