Eu não diria que sou ‘atrasado’ mas costumo gostar de algumas coisas bem depois que passou a modinha.
Ontem rolou fight no twinto porque mencionei a corrida pelo ouro pelos ingressos da turnê comemorativa de 10 anos dos Los Hermanos e da minha pressa por conseguir o ticket dourado do woompa-loompa.
Gosto é que nem unha, mia gnt!
Eu estava em São Paulo em janeiro/2000 e no quarto de um ex-futuro-cunhado eu ouvi pela primeira vez Primavera, a substituta e candidata a destronar Ana Júlia.
Passou batido. O som era meio estranho e na época eu ainda tinha resquícios de músicas da Disney na minha personalidade.
O tempo passou. Passou muito tempo de verdade.
Uma conhecida, que não menciono nome por amor à minha própria vida, travou romance de anos embalado pelos barbudos com pencas de letras escritas em tudo quanto era papel. E eu nem tchum.
A banda se desfez e finalmente comecei a ouvir.
E amar.
Já não tinha banda, já não tinha show e só me restavam as coletâneas e os dvd´s de arquivo. Perdi um dos dois shows que os caras fizeram em Salvador num reencontro cometa halley. Preferi o som domingueiro do axé.
Agora estão aí.
E o meu ingresso está na mão.
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Leiam o blog Instante Posterior do Bruno Medina, tecladista da banda. Ouçam o Rodrigo cantando na Orquestra Imperial e no Little Joy. Reflitam na melancolia-alegre e barbuda do Marcelo Camelo no álbum Toque Dela.
