uma história sobre série de casal

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Comecei a assistir Please Like Me numa dessas situações em que o novo casal escolhe uma série pra curtir juntos. A última vez que isso tinha acontecido eu fracassei absurdamente num tempo em que não existia Netflix onde eu fiz a garota devolver todos os DVD alugados (YEEES!) da saga do Harry Potter sem eu ter visto sequer 15 minutos de cada filme por motivos de ‘dormi no sofá’.

Voltando pro presente…

Please like é uma série americana escrita e protagonizada por um ator/humorista/roteirista que adaptou as próprias histórias da novidade da vida adulta. O conteúdo é leve, bem escrito e repleto de entrelinhas que poderiam fracassar miseravelmente se não fossem executadas por um elenco coeso que entrega o que promete.

Eu não curtia a Please Like Me. Mesmo depois de ter concluído todos os episódios das 4 únicas temporadas eu não me sentia confortável com um protagonista que não tem nada de bom para falar sobre as pessoas. Pelo contrário, ele fazia questão de realçar os piores detalhes de cada pessoa que passava pelo seu caminho, desde seus pais (a mãe tá louca internada numa clínica no começo da série), passando pelos roomates, passando pelos dates (eles se descobre gay no primeiro episódio) até os desconhecidos.

O pior era admitir que eu era muito parecido com o Josh. Daí o fracasso da segunda tentativa da “série de casal”.

Passa o tempo, e guardadas as devidas diferenças entre eu (que não sou um novo adulto) e Josh volto a acompanhar a série agora sozinho por motivos de ‘adoro séries de 30 minutos’, rs.

A história não avança muito em 4 temporadas e às vezes parece um desses sitcoms em que cada dia é um caso e pronto. Daí chegam os dois episódios finais: um INTEIRO numa mesa de restaurante entre o protagonista e seus pais separados e, o último, com o evento que troca a rota da história.

Vi os dois sem respirar.

Ao terminar escrevi umas 5 páginas sobre os novos dilemas adultos contemporâneos e como eu ando como num trapézio em algumas questões.

É estranho ser a última geração analógica, vivenciar a transição de um mundo que rezava uma cartilha e hoje abre um leque de mil e tantas possibilidades de vida. (E isso piora pro libriano).

No fim, Please Like Me se tornou uma série likeable e entrou pro rol das favoritinhas da vida. Se um dia eu virar professor ossso até usar alguns eps pra ilustrar aulas… vai vendo.

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